Operação cumpriu mandados no Rio Grande do Sul e investiga esquema de armazenamento e compartilhamento de arquivos ilegais
Dois empresários do Rio Grande do Sul foram presos durante uma operação policial que resultou na apreensão de aproximadamente 100 terabytes (TB) de arquivos relacionados à exploração sexual de crianças e adolescentes, além de registros de maus-tratos e violência contra animais. O volume de dados apreendido é considerado um dos maiores já encontrados em uma investigação desse tipo no Brasil.
A operação foi conduzida pelas forças de segurança após meses de investigação voltada ao combate ao armazenamento e ao compartilhamento de conteúdos criminosos pela internet. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes localizaram uma grande quantidade de equipamentos eletrônicos utilizados para armazenar os arquivos.
O que foi apreendido
Segundo as autoridades, foram recolhidos diversos dispositivos, entre eles:
- computadores de alta capacidade;
- servidores de armazenamento;
- HDs externos;
- SSDs;
- outros equipamentos eletrônicos que agora passarão por perícia.
A estimativa inicial é de que os dispositivos somem cerca de 100 terabytes de dados, quantidade que pode corresponder a milhões de arquivos digitais.
A polícia informou que todo o conteúdo será submetido à análise pericial para identificar vítimas, mapear a origem dos arquivos e verificar se houve compartilhamento com outras pessoas ou integração a redes criminosas.
Investigação continua
As investigações buscam esclarecer qual era o papel de cada suspeito e se os empresários atuavam apenas no armazenamento do material ou também participavam da distribuição dos arquivos por meio da internet.
Os investigadores também trabalham para identificar possíveis conexões com grupos nacionais e internacionais especializados nesse tipo de crime.
A análise dos equipamentos deverá durar vários meses devido ao enorme volume de dados apreendidos.
Crimes investigados
Os suspeitos poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) relacionados ao armazenamento, compartilhamento e eventual produção de material de abuso sexual infantojuvenil.
Além disso, a investigação também apura possíveis crimes previstos na Lei de Crimes Ambientais, em razão dos arquivos relacionados à violência contra animais.
Outros delitos poderão ser incluídos caso a perícia identifique novas evidências durante a análise do material apreendido.
Autoridades destacam importância da denúncia
As autoridades reforçaram que investigações dessa natureza frequentemente têm início a partir de denúncias, de cooperação internacional e do monitoramento de plataformas digitais utilizadas para o compartilhamento de conteúdos criminosos.
A polícia também lembra que armazenar, compartilhar, produzir ou comercializar material de abuso sexual infantil é crime, com penas previstas na legislação brasileira, e orienta que qualquer suspeita seja comunicada às autoridades competentes.
Fonte: Polícia Civil / Ministério Público / veículos de imprensa que acompanharam a operação.







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