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Abaixo-assinado na Change.org contou com apoio da atriz Carol Castro; mais de 50 petições sobre o caso já somam 1,5 milhão de assinaturas.


São Paulo/Florianópolis, 13 de maio de 2026 — A petição criada na plataforma Change.org pedindo a federalização do caso Orelha registrou um novo pico de assinaturas nos últimos dias, impulsionada pela divulgação do resultado das investigações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).

O movimento popular ganhou força após o órgão pedir, na última terça-feira (12), o arquivamento do caso — decisão que provocou indignação entre ativistas, protetores de animais e cidadãos de todo o país.
No total, mais de 50 abaixo-assinados foram criados em torno do caso Orelha em diferentes plataformas. O maior deles, criado pelo Felca, lidera o movimento.

Juntas, todas as petições já ultrapassam a marca de 1 milhão e 500 mil assinaturas, consolidando o caso Orelha como um dos maiores movimentos de mobilização popular da história recente do Brasil em defesa dos direitos dos animais.


A petição da Change.org teve a adesão de personalidades públicas, entre elas a atriz Carol Castro, que além de assinar o documento gravou um vídeo publicado diretamente na página da petição, convocando seus seguidores a se unirem à causa e pedindo a transferência do caso para a esfera federal.


O que pede a petição

O texto da petição, assinado por milhares de brasileiros, expressa preocupação com a condução do caso no âmbito estadual e aponta para indícios de irregularidades no processo. A petição denuncia que há fortes evidências de que o sistema judiciário não estaria operando de acordo com as normas legais, com provas supostamente ocultadas e pessoas envolvidas em irregularidades sendo favorecidas. Link do abaixo-assinado:  https://www.change.org/p/federalizar-o-caso-orelha
Os signatários defendem que a federalização do caso é o único caminho para garantir uma investigação justa, robusta e livre de influências locais indevidas — e ressaltam que o episódio pode servir de precedente para outros casos críticos no país.


As últimas atualizações do caso

Após análise de quase 2 mil arquivos, vídeos e laudos técnicos, o Ministério Público de Santa Catarina concluiu que o cão Orelha não foi morto após ser agredido por um grupo de adolescentes, mas sim devido a uma condição de saúde grave e preexistente. O órgão divulgou sua decisão na última terça-feira (12) e pediu à Justiça o arquivamento do caso.
O MPSC destacou que a análise das câmeras de vigilância confirmou um descompasso de cerca de 30 minutos entre os horários registrados pelos sistemas de monitoramento utilizados na investigação, e que não há imagens ou testemunhas que comprovem a presença do cão na faixa de areia no horário apontado como o da suposta agressão.


A Promotoria também afirmou que a versão da agressão surgiu com base em comentários divulgados em redes sociais e boatos, incluindo menções a um suposto vídeo da agressão que nunca existiu, e que a repercussão dessas versões teria levado a uma atribuição precoce de autoria, prejudicando a análise de outras linhas investigativas. Além de solicitar à Justiça o arquivamento do caso principal, também foi arquivado o inquérito que investigava coação dos familiares dos adolescentes a supostas testemunhas.

O MP de Santa Catarina solicitou ainda o envio de cópia dos autos à Corregedoria da Polícia Civil do estado para análise de possíveis irregularidades na investigação.
A decisão, no entanto, não encerrou a mobilização popular. Ao contrário: reacendeu o debate nas redes sociais e provocou um novo afluxo de assinaturas nas petições, com muitos signatários argumentando que o arquivamento é exatamente a prova de que o caso precisa ser levado à esfera federal.


Sobre o abaixo-assinado

A petição “Federalizar o caso Orelha” está disponível na plataforma Change.org e pode ser acessada e assinada por qualquer cidadão brasileiro. O movimento segue ativo e convoca a população a continuar pressionando pelas vias legais e democráticas em defesa de uma investigação justa e imparcial.
Para mais informações, entrevistas ou acesso ao material da petição, entre em contato com a Change.Org.

Sobre a Change.org Brasil
A Change.org é a maior plataforma de abaixo-assinados do mundo. No Brasil desde 2012, é utilizada por mais de 34 milhões de pessoas, com mais de 70 mil petições criadas e média de 26 milhões de assinaturas por ano. Já são mais de mil campanhas com finais felizes, provando que a união de vozes e o ativismo digital alcançam conquistas que impactam vidas e a sociedade. A Change.org é uma organização sem fins lucrativos no Brasil e se sustenta unicamente por meio de doações. Para garantir completa independência, não aceita recursos de partidos políticos, publicidade ou empresas. Saiba mais em https://www.change.org/

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