O encontro entre eles vem sendo negociado desde janeiro e ira focar em pauta sobre segurança e economia.
O encontro marcado para esta quinta-feira (7), entre o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, é visto como um passo muito importante pela diplomacia brasileira, acreditam ser um passo muito importante para melhorar as relações comerciais entre os dois países.
Também deve compor na mesa de discussões além do tema economia, a situação da Venezuela, parcerias em terras raras e minerais críticos.
A visita aos EUA ocorre em um momento apropriado para demonstrar força nas relações internacionais. Após um momento negativo para o governo Lula, sobre as duas derrotas no Congresso com a indicação de Jorge Messias sendo rejeitada e a derrubada do veto sobre a PL da Dosimetria.
Apesar do cenário interno adverso, o Palácio do Planalto trata o encontro com Trump como uma oportunidade estratégica de reforçar a presença internacional do presidente.
Este será o terceiro encontro presencial entre os dois presidentes desde o início do segundo mandato de Trump: o primeiro ocorreu de forma breve nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em setembro, e o segundo na Malásia, durante a 47ª Cúpula da Asean, em outubro.
O encontro ocorre após um recente impasse diplomático entre os dois países, causado pela prisão de Alexandre Ramagem (ex-deputado). O governo de Donald Trump retirou as credenciais do delegado brasileiro que fez a prisão e o Brasil fez o mesmo, se utilizando do princípio da reciprocidade.
Apesar das rusgas, Lula prestou solidariedade a Trump após um atentado a tiros durante o jantar do presidente americano com os correspondentes que cobrem a Casa Branca, no dia 25 de abril, com o petista afirmando que “o Brasil repudia veementemente o ataque”.
Negociação em andamento desde janeiro
O encontro estava previsto para março, mas a guerra no Oriente Médio atrasou a agenda.
A ida a Washington é fruto de uma aproximação em 26 de janeiro de 2026 onde Lula e Trump conversaram pelo telefone durante 50 minutos e perante essa ocasião veio o desejo de marcar um encontro “olho no olho” para resolver as divergências mais diretamente.
Apesar das ocasiões que levaram ao adiamento da agenda do encontro entre os dois, também teve outros impasses como:
Divergência comercial: O governo brasileiro deseja reverter o tarifaço imposto por Trump aos produtos nacionais.
Segurança Pública: O governo brasileiro deseja fortalecer a cooperação com os EUA no combate ao crime organizado e a lavagem de dinheiro.
O governo brasileiro também trabalha para impedir que os EUA não classifique facções criminosas como CV e PCC esteja na lista de organizações terroristas internacionais.
Caso Ramagem
O ex-presidente da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi detido pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas dos EUA (ICE), em 13 de abril, e solto dois dias depois, sendo que Ramagem fugiu do país em setembro do ano passado, dias antes de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no caso da trama golpista, e mora nos Estados Unidos desde então, onde fez um pedido de asilo ainda não concluído.







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